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O Instituto da UNESCO para a Aprendizagem ao Longo da Vida (UIL)  é uma organização sem fins lucrativos, voltada para pesquisa, formação, informação, documentação e publicação. Promove a política de aprendizagem ao longo da vida, com foco na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A aprendizagem ao longo da vida está no cerne da missão da UNESCO. Desde a sua fundação, a Organização tem desempenhado papel pioneiro na defesa da função crucial da educação de adultos no desenvolvimento da sociedade e na promoção de uma abordagem global de aprendizagem ao longo da vida.

Saiba mais acessando: http://uil.unesco.org

 Conferência Internacional de Educação de Jovens e Adultos (CONFINTEA)


A CONFINTEA VI aconteceu, pela primeira vez no Hemisfério Sul, e mais precisamente no Brasil, em Belém, Pará, de 1º a 4 de dezembro de 2009. Houve um movimento nacional de preparação, além da destacada participação brasileira na “Conferência Regional da América Latina e do Caribe sobre Alfabetização e Preparatória para a CONFINTEA VI”, realizada na cidade do México, em setembro de 2008.

A CONFINTEA VI adotou como tema: “Vivendo e aprendendo para um futuro viável: o poder da aprendizagem e da educação de adultos”. Ao final, foi produzido o Marco de Ação de Belém, documento norteador para políticas públicas de educação de jovens e adultos.

Para acessar o site oficial da CONFINTEA clique aqui.
 

 Histórico


A primeira Conferência Internacional de Educação de Jovens e Adultos ocorreu em 1949, em Elsinore, na Dinamarca, num contexto de pós-guerra e de tomadas de decisões em busca pela paz.

Reuniram-se 106 delegados, 21 organizações internacionais e 27 países, sendo eles: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Egito, Finlândia, França, Alemanha, Grã Bretanha, Irã, Irlanda, Itália, Líbano, Holanda, Nicarágua, Noruega, Paquistão, Suécia, Suíssa, Síria, Tailândia, Turquia, Estados Unidos. O Brasil não participou desta primeira edição, mesmo tendo participado da Campanha em Beirute em 1948 e de sediar o Seminário Interamericano em 1949. Quatro comissões de delegados recomendaram: que os conteúdos da Educação de Adultos estivesse de acordo com as suas especificidades e funcionalidades, que fosse uma educação aberta, sem pré-requisitos;que os problemas das instituições e organizações com relação à oferta precisariam ser debatidos; que se averiguassem os métodos e técnicas e o auxílio permanente que a educação de adultos seria desenvolvida com base no espírito de tolerância, devendo ser trabalhada de modo a aproximar os povos, não só os governos e, que se levasse em conta as condições de vidas das populações de modo a criar situações de paz e entendimento.

Os delegados acordaram sobre a continuidade da Conferência em razão das premências da educação de adultos em termos mundiais.
   
CONFINTEA II

A segunda CONFINTEA aconteceu em 1960 em Montreal, Canadá. Sob a premissa de um mundo em mudança, de acelerado crescimento econômico e de intensa discussão sobre o papel dos Estados frente à Educação de Adultos se reuniram 47 Estados-membros da UNESCO, 2 Estados como observadores, 2 Estados Associados e 46 ONGs.

Cada país-membro elaborou seu relatório nacional com base nos seguintes tópicos: 1. Natureza, objetivo e conteúdos da Educação de Adultos; 2. Educação cidadã (in civics); 3. Lazer e atividades culturais; 4. Museus e bibliotecas; 5. Universidades; 6. Responsabilidade para com a educação de adultos; 7. Urbanização; 8. Educação das mulheres.


O principal resultado desta segunda Conferência foi à consolidação da Declaração da Conferência Mundial de Educação de Adultos que contemplava um debate sobre o contexto do aumento populacional, de novas tecnologias, da industrialização, dos desafios das novas gerações e a aprendizagem como tarefa mundial, onde os países mais abastados devessem cooperar com os menos desenvolvidos.

CONFINTEA III

Em 1972, na cidade de Tóquio (Japão) a terceira edição da CONFINTEA reuniu 82 Estados-membros, 3 Estados na categoria de observador (incluso Cuba), 3 organizações pertencentes às Nações Unidas, 37 organizações internacionais. Trabalhando as temáticas de Educação de Adultos e Alfabetização, Mídia e Cultura apostou nas premissas de que a Educação de Adultos teria como elemento essencial a aprendizagem ao longo da vida e que seria importante realizar esforços para fortalecer a democracia e preparar o enfrentamento mundial da não diminuição das taxas de analfabetismo.

Diante da constatação de que a instituição escolar não dá conta de garantir a educação integral, adota-se à ampliação do conceito sobre sistemas de educação que passam a abarcar as categorias de ensino escolar e extraescolar, envolvendo estudantes de todas as idades. O relatório final concluiu que a educação de adultos é um fator crucial no processo de democratização e desenvolvimentos da educação, econômico, social e cultural das nações, sendo parte integral do sistema educacional na perspectiva da aprendizagem ao longo da vida.

CONFINTEA IV

Sob a temática “Aprender é a chave do mundo” se reuniram em Paris, França, no ano de 1985, 841 participantes de 112 Estados-membros, Agências das Nações Unidas e ONGs. Esse encontro salientou a importância do reconhecimento do direito de aprender como o maior desafio para a humanidade.

Entendendo por direito o aprender a ler e escrever, o questionar e analisar, imaginar e criar, ler o próprio mundo e escrever a história, ter acesso aos recursos educacionais e desenvolver habilidades individuais e coletivas, a conferência incidiu sobre as lacunas das ações governamentais quanto ao cumprimento do direito de milhares de cidadãos terem suas passagens pelos bancos escolares com propostas adequadas e com qualidade.

Ao mesmo tempo, o ICAE - Conselho Internacional de Educação de Adultos cria, paralelo a Conferência, um caucus de ONG’s e governos progressivos que se reúnem afim de concretizar a adesão à Declaração sobre o direito a aprender. Apoiaram este movimento os governos da China, Canadá, países Nórdicos, Índia e Liga Árabe.

CONFINTEA V

Realizada em 1997, em Hamburgo (Alemanha) num contexto de continuidade de outras Conferências Internacionais que vinham acontecendo na mesma década, realizou-se a V CONFINTEA. Esta conferência consta na história da EJA de maneira singular, por ter posto em marcha um intenso movimento de preparação mundial com certa antecedência. Ela acontece a partir de um amplo processo de consultas preparatórias  realizadas nas cinco grandes regiões mundiais consideradas pela UNESCO, acrescidas da Consulta Coletiva as ONGs, de onde foram consolidados relatórios para a Conferência Internacional.

Sob o tema da aprendizagem de adultos como ferramenta, direito, prazer e responsabilidade, o evento contou com a participação de mais de 170 estados membros, 500 ONGs e cerca de 1300 participantes. Foi uma conferência onde a mobilização atravessou fronteiras temáticas e de ação: através da liderança do ICAE e alianças com governos progressivos, houve uma intensa mobilização de ONGs e do movimento de mulheres ,mesmo que sem direito a voto.


Sobre Rede SulSul

     A Rede de Cooperação Sul-Sul entre Países de Língua Portuguesa sobre Educação de Jovens e Adultos (EJA) é um espaço de articulação internacional governamental, criada em 2006, entre países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).  Com laços fortalecidos pelo idioma, cruzamentos históricos e culturas, a Rede Sul-Sul  acredita na troca de experiências , ideias e práticas inovadoras para o enfrentamento aos desafios da Educação de Jovens e Adultos.
     A Rede de Cooperação Sul-Sul atua respeitando compromissos internacionais consubstanciados nas Metas do Milênio, nos objetivos da iniciativa de Educação para Todos, na Declaração de Hamburgo da V Confintea e na Década das Nações Unidas para a Alfabetização.