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Principais Ações

No âmbito do plano de ação da Rede de Cooperação Sul-Sul, várias atividades estão sendo desenvolvidas ou planejadas: o Curso de Aperfeiçoamento em Educação de Jovens e Adultos (EJA) para a formação de formadores em Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, o Centro de Referência em Educação de Jovens e Adultos e Cooperação Sul-Sul – ECOSS, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB, que contempla ações de pesquisa, comunicação e formação continuada, entre outras. Essas atividades contam com o apoio financeiro do Ministério de Educação do Brasil e são executadas pela UNILAB e pela Cátedra UNESCO de EJA, que incorpora as Universidades Federais da Paraíba (coordenação), Pernambuco (UFPE) e Rio Grande do Norte (UFRN).

 

 

 

 

 

 

 

 

Sala de aula em Mindelo, na Ilha de São Vicente (Cabo Verde) Foto: Florenço Varela

 

O Curso de Aperfeiçoamento em EJA atende a um dos resultados esperados (IV, Ação 7) do Plano de Ação da Rede de Cooperação Sul-Sul aprovado naIII Oficina, realizada em Cabo Verde, em outubro de 2009: a ação previa a realização de “cursos de formação articulados com a Cátedra de EJA/Brasil, para fomentar a formação de profissionais da educação de jovens e adultos com a utilização das TICs”. O curso tem como objetivo principal a formação continuada de professores e outros profissionais de Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, bem como criar condições para a construção local de uma educação contextualizada de acordo com as especificidades de cada país.

                                                                                                          

Sala de aula em Bissau (Guiné-Bissau)/ Foto: José Ramos Barbosa da Silva

Será ofertado na modalidade à distância com apoio de atividades presenciais, utilizando tecnologias interativas como cerne do processo de ensino e aprendizagem em que a interação e interlocução entre todos os atores são maximizadas sem limitações de fronteiras geográficas. O projeto conta com o apoio do Ministério de Educação do Brasil, no âmbito da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade por meio da Diretoria de Políticas de Educação de Jovens e Adultos - DPEJA, em parceria com a Cátedra UNESCO de EJA, representada pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB.

O que é a CPLP

      

      A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi criada em 17 de julho de 1996, em Lisboa e é composta por oito países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, que se tornou o oitavo país incluído após a conquista de sua independência, no ano de 2002. Muito antes de sua criação, já havia, por parte de constituintes dos governos dos países da CPLP, intenso diálogo sobre a importância de uma aproximação entre eles, através de reuniões de cúpula anuais, ideia que tomou corpo na década de 90.
   
        Em 1994, no segundo encontro da CPLP, consolidaram suas discussões em dois documentos: a Declaração Constitutiva e os Estatutos da Comunidade, nos quais foram aprofundadas questões político-diplomáticas, de cooperação econômica e empresarial e a entrada em funcionamento do IILP (Instituto Internacional da Língua Portuguesa), criado em 1989 no primeiro encontro dos Chefes de Estado e de Governo da futura CPLP. O objetivo da institucionalização da comunidade é, segundo o site oficial: “projetar e consolidar, no plano externo, os especiais laços de amizade entre os países de língua portuguesa, dando a essas nações maior capacidade para defender seus valores e interesses, calcados sobretudo na defesa da democracia, na promoção do desenvolvimento e na criação de um ambiente internacional mais equilibrado e pacífico”.
        

Tendo como fundamento o vínculo linguístico, que torna o grupo mais coeso e influente, a CPLP prevê uma conciliação política nos domínios social, cultural e econômico entre seus países-membros. Suas ações pretendem estar voltadas aos setores prioritários, com recursos vindos também de parcerias com organizações internacionais, tais como a ONU (Organização das Nações Unidas), a FAO e a OMS.


Cooperação Educacional

Com objetivo de produzir impactos positivos sobre populações, alterar e elevar níveis de vida, modificar realidades, promover o crescimento sustentável e contribuir para o desenvolvimento social, os representantes dos ministérios da educação dos países participantes da oficina sobre educação de jovens e adultos nos países de língua portuguesa estabelecem as seguintes diretrizes para efetivar a cooperação Sul-Sul:

• Superação da visão tradicional de cooperação, baseada em políticas de assistência, em que o doador “mostra compaixão e apresenta soluções”, geralmente por meio do estabelecimento de relações verticalizadas, que reproduzem mecanismos e práticas desiguais e assimétricas no curso dos processos de desenvolvimento econômico  e social entre as diferentes nações. Além disso, tais percursos também podem, em muitos casos, prejudicar a apropriação, pelos diversos grupos sociais, dos resultados e benefícios de muitos desses processos.

• Estímulo ao desenvolvimento de interesses solidários, respeitando as distintas trajetórias dos países, as informações oriundas das realidades locais, o acúmulo de experiências e o reconhecimento de expertises.

• Promoção da troca de experiências de modo horizontal, formando uma rede de cooperação que, a partir da língua portuguesa, construa identidades e proximidades, reconhecendo e contemplando a diversidade lingüística e cultural. A cooperação deve, portanto, ter por princípio orientador a diversidade e seu potencial criativo.

• Consolidação de um modelo de cooperação em rede, a partir de necessidades, interesses, demandas e desejos dos países envolvidos, que possa ser traduzido em um avanço na integração dos povos e nações, buscando soluções conjuntas para problemas compartilhados.

• Ruptura com modelos de cooperação pontuais, que passam pelos países sem fortalecer seus próprios sistemas e instituições educativas.

• Buscar transcender o horizonte econômico. Na sociedade do conhecimento, a cooperação tem que focalizar desde a educação básica até o ensino superior, passando pelas novas tecnologias da informação, a educação profissional, o intercâmbio entre as universidades, a educação não-formal e a educação continuada e ao longo de toda a vida.

• Contribuir para o adensamento das relações entre os países, para a ampliação dos seus intercâmbios, geração, disseminação e utilização de conhecimentos técnicos, capacitação de seus recursos humanos e para o fortalecimento de suas instituições no âmbito da educação de jovens e adultos.

O que é a CPLP (2)

      

      A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi criada em 17 de julho de 1996, em Lisboa e é composta por oito países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, que se tornou o oitavo país incluído após a conquista de sua independência, no ano de 2002. Muito antes de sua criação, já havia, por parte de constituintes dos governos dos países da CPLP, intenso diálogo sobre a importância de uma aproximação entre eles, através de reuniões de cúpula anuais, ideia que tomou corpo na década de 90.
   
        Em 1994, no segundo encontro da CPLP, consolidaram suas discussões em dois documentos: a Declaração Constitutiva e os Estatutos da Comunidade, nos quais foram aprofundadas questões político-diplomáticas, de cooperação econômica e empresarial e a entrada em funcionamento do IILP (Instituto Internacional da Língua Portuguesa), criado em 1989 no primeiro encontro dos Chefes de Estado e de Governo da futura CPLP. O objetivo da institucionalização da comunidade é, segundo o site oficial: “projetar e consolidar, no plano externo, os especiais laços de amizade entre os países de língua portuguesa, dando a essas nações maior capacidade para defender seus valores e interesses, calcados sobretudo na defesa da democracia, na promoção do desenvolvimento e na criação de um ambiente internacional mais equilibrado e pacífico”.
         Tendo como fundamento o vínculo linguístico, que torna o grupo mais coeso e influente, a CPLP prevê uma conciliação política nos domínios social, cultural e econômico entre seus países-membros. Suas ações pretendem estar voltadas aos setores prioritários, com recursos vindos também de parcerias com organizações internacionais, tais como a ONU (Organização das Nações Unidas), a FAO e a OMS.


Equipe

 

Maculo Valentim Afonso

República de Angola

 

Marly Braga de Oliveira

República Federativa do Brasil

 

Florenço Mendes Varela

República de Cabo Verde

 

 

Maria Francisca Gomes Medina Dabò

República de Guiné Bissau

 

Laurindo Marcelo Rafael Nhacune

República de Moçambique

 

 

Helena Maria Sacramento Bonfim Pinheiro

República de São Tomé e Príncipe

 

 

Sobre Rede SulSul

     A Rede de Cooperação Sul-Sul entre Países de Língua Portuguesa sobre Educação de Jovens e Adultos (EJA) é um espaço de articulação internacional governamental, criada em 2006, entre países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).  Com laços fortalecidos pelo idioma, cruzamentos históricos e culturas, a Rede Sul-Sul  acredita na troca de experiências , ideias e práticas inovadoras para o enfrentamento aos desafios da Educação de Jovens e Adultos.
     A Rede de Cooperação Sul-Sul atua respeitando compromissos internacionais consubstanciados nas Metas do Milênio, nos objetivos da iniciativa de Educação para Todos, na Declaração de Hamburgo da V Confintea e na Década das Nações Unidas para a Alfabetização.