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Objetivos da Rede Sul-Sul

1. Construir as bases de uma rede de cooperação Sul-Sul entre os países de língua portuguesa, mediante as seguintes ações:

a. Dar ciência da criação da rede de cooperação, solicitando apoio dos governantes ao seu desenvolvimento, mediante envio pelo ministro da Educação do Brasil das resoluções do encontro aos ministros dos demais países, de modo a propiciar ação conjunta com vistas à inclusão da temática da alfabetização e da educação de jovens e adultos na agenda da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

b. Instituir uma coordenação colegiada da rede formada por dois países, com mandato anual, em sistema de rodízio. Para o primeiro mandato, foram indicados Brasil e Cabo Verde.

c. Designar em cada país, no prazo máximo de um mês, dois pontos focais de referência, preferencialmente um dirigente e um técnico que já participem da iniciativa.

d.Desenvolver um sistema de intercomunicação, com base nas tecnologias de informação e comunicação, mediante o uso de e-mail, criação de um fórum de compartilhamento de documentos pela internet, explorando a possibilidade de videoconferências, recorrendo à infra-estrutura disponível nos países pelas agências multilaterais de cooperação (Banco Mundial, UNESCO, Unicef e Pnud).

2. Reforçar as políticas e programas nacionais de alfabetização e educação de jovens e adultos mediante a cooperação técnica e financeira bi e multilateral.

a. Mapear os parceiros da cooperação bi e multilateral nos países e os recursos já disponíveis, bem como as necessidades diagnosticadas e as metas estabelecidas em cada país.

b. Atuar conjuntamente com vistas à ampliação dos recursos da cooperação internacional para políticas e programas de alfabetização e educação de jovens e adultos.

c. Implementar estratégias de triangulação, mediante as quais sejam captados recursos Norte-Sul para implementação de programas de cooperação Sul-Sul.

d. Adotar estratégia em dois tempos: de imediato, captar recursos modestos para projetos de cooperação pontuais; no médio prazo, captar recursos de maior monta, visando ao financiamento dos programas comuns aos países.

e. Explorar possibilidade de acesso ao fundo LIFE (Literacy for Empowerment) em sua primeira etapa, ou nas etapas subseqüentes.

f. Reforçar os argumentos em prol da inclusão de financiamentos de programas de alfabetização e educação de jovens e adultos no âmbito da FTI (Fast Track Initiative).

g. Explorar possibilidades de troca da dívida externa por investimentos no setor educacional.

3. Reconhecer as potencialidades e necessidades de cada país, de modo a estabelecer bases de informação que subsidiem uma cooperação horizontal, que respeite a diversidade socioeconômica, cultural e lingüística dos países.

a. Complementar o perfil da alfabetização e da educação de jovens e adultos em cada um dos países de língua portuguesa, caracterizando brevemente os países em determinados parâmetros, priorizando o mapeamento das oportunidades de formação de formadores, materiais didático-pedagógicos e de leitura, e dos parceiros da cooperação internacional bi e multilateral.

4. Promover a formação de formadores, potencializando os recursos técnicos disponíveis no interior da própria rede.

a. Mapear as principais ações de formação de educadores e formadores em curso em cada um dos países.

b. Assegurar a capacitação, em cada um dos países, de pelo menos um grupo de formadores apto a desenvolver atividades de multiplicação, promovendo o intercâmbio de aprendizagens e a mobilidade entre as equipes nacionais.

c. Elaborar matriz curricular da formação de formadores, especificando os conhecimentos, competências e habilidades mínimas que um formador de educadores de adultos precisa preencher.

d. Identificar e constituir banco de informações sobre universidades e centros de formação (presencial e a distância) e especialistas com acúmulo de conhecimento e experiência no campo da formação de formadores de educação de jovens e adultos.

e. Estabelecer, no médio prazo, um Centro Internacional de Formação de Formadores, o que se pode realizar mediante o aproveitamento de estruturas já instaladas em instituições já existentes (por exemplo, o Instituto Nacional de Educação de Adultos de Moçambique).

5. Promover o intercâmbio de obras literárias de qualidade produzidas nos diferentes países e línguas, e adequadas a jovens e adultos novos leitores, a começar por uma iniciativa coletiva de publicação em português de uma coletânea ou uma coleção.

a. Promover o inventário de literatura que atenda aos quesitos, fazer seleção de duas obras por país e, após negociação de recursos, publicar e difundir a coleção ou coletânea.

6. Aprofundar análises e propostas relativas à articulação da alfabetização e educação de jovens e adultos com a formação profissional, programas de crédito e geração de trabalho e renda.

a. Mapear as iniciativas já existentes nos países que articulam as ações de alfabetização e educação de jovens e adultos à formação profissional.

b. Promover discussões e intercâmbios dos currículos da educação de jovens e adultos que associam a educação básica à qualificação profissional.

c. Identificar as iniciativas de alfabetização e educação de jovens e adultos que estão diretamente vinculadas a programas de crédito e geração de trabalho e renda, avaliando a viabilidade de replicação das mesmas em outros países.

7. Desenvolver o intercâmbio de estratégias, metodologias e formação de gestores para a produção de estatísticas e estabelecimento de sistemas de monitoramento e avaliação de programas.

a. Promover intercâmbio de capacitação de gestores entre os países, visando à formalização dos sistemas públicos de oferta da educação de jovens e adultos.

b. Constituir uma rede de comunicação virtual com gestores dos diversos países para possibilitar os intercâmbios e as trocas de experiências.

Sobre Rede SulSul

     A Rede de Cooperação Sul-Sul entre Países de Língua Portuguesa sobre Educação de Jovens e Adultos (EJA) é um espaço de articulação internacional governamental, criada em 2006, entre países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).  Com laços fortalecidos pelo idioma, cruzamentos históricos e culturas, a Rede Sul-Sul  acredita na troca de experiências , ideias e práticas inovadoras para o enfrentamento aos desafios da Educação de Jovens e Adultos.
     A Rede de Cooperação Sul-Sul atua respeitando compromissos internacionais consubstanciados nas Metas do Milênio, nos objetivos da iniciativa de Educação para Todos, na Declaração de Hamburgo da V Confintea e na Década das Nações Unidas para a Alfabetização.